


Sabe, eu gosto de nós dois desse jeito. Simplesmente não tenho definição para nós dois. Somos amigos… Amantes… Melhores amigos… Amizade colorida… Somos mesmo é dois bakas que não sabem mais o que fazer e vai provocar um ao outro com as frases mais bobas de todos os universos existentes. Já te chamei de amor, anjo, baka, uke, bobo, afinal, você é tudo isso mesmo e ninguém pode duvidar desse seu cabelo todo desajeitado e seu olhar tão chamativo. Não nos chamamos no msn, você vem reclamar, eu reclamo também, reclamamos juntos, eu fico irritada, você fica irritado, aí eu te xingo mentalmente enquanto você fala que me odeio e eu fico mais irritada mas chateada ao mesmo tempo. Acredite, todas as minhas amigas sabem de você e quando eu não falo nada elas sabem que ou o meu mau humor ou a minha felicidade foram causados por você, e mesmo que cause tudo isso em mim ainda continuamos a conversar porque nos amamos mais do que deveríamos. Eu sei que gosta das minhas alegações inúteis e, eu sei que você não sabe, mas eu gosto quando me chama falando coisas sem nexo só pra puxar assunto porque te conheço e tenho a noção de que não é nada bom em puxar assuntos, até porque qualquer um deles sempre leva ao mesmo final: Sexo.
Posso ter muitos amigos mas acredite, seu baka com a mente apenas em One Piece e redtube, você é o único com o qual eu poderia gastar horas conversando, se você não reclamasse de sono ou eu não levasse bronca dos meus pais. Mesmo depois de tanta alegação sabemos que nenhum de nós irá parar com a putice diária e… Tá, você sabe que é brincadeira… E ao mesmo tempo verdade e… Tá, parei. De qualquer maneira seu baka que mora muito longe mim, eu sei que você me ama demais para poder me largar e você também deve saber que eu te amo demais pra te deixar ir embora sem eu morder a sua bochecha e te chamar de meu, ou não deve saber mas quem se importa? Eu tenho noção de que, pelo menos, eu te amo mais do que minha sanidade mental deveria, até porque essa sanidade vai por água abaixo quando você me chama no msn. Mas enfim uke amorzinho tarado pirata que mora em um lugar longe demais de mim, eu não sei porque escrevi isso mas fiquei inspirada e a nossa conversa me deixou animada o suficiente pra escrever, mais uma vez, sobre você. Ah, e não se esquece… Aishiteru, baka.
O que é você? O que ainda faz aqui? Não era para ser a mesma coisa do ano passado? Sem brigas, sem idiotices sem razão, sem brincadeiras de mau gosto e até mesmo aquela coisa de “melhores amigas”? Tudo o que faz me deixa pensar por um tempo e chegar a conclusão de que é nesses momentos que podemos perceber quem são realmente os nossos amigos. Diz que eu escolhi elas, tudo bem, afinal, não são elas que estão parando de falar comigo sem motivo e ficam com uma amiguinha nova para ignorar as antigas. Já ouviu aquela coisa de que só se faz amigos novos se permanecerem o antigos? Acho que isso não vale pra você, não é? Não adianta sequer dizer o contrário, não sei mais o que se passa na sua mente, na sua vida, no seu namoro sequer se você saiu no final de semana. Havíamos feito promessas mas vejo que tudo foi em vão, foi apenas uma mínima briga, da qual não participei, que fez com que toda a merda jogada no ventilador voltasse à tona para a nossa amizade que agora eu chamo de droga. Eu sei, não vai ler, na verdade ninguém vai, mas do que adianta eu ficar guardando tudo isso? Criar mais agonia, dor e tristeza nessa merda de coração que ainda não se tornou uma pedra de gelo. Antes era olhar pra você que eu podia ter a certeza de que viriam por aí muitas risadas, sorrisos e que ficaria aquela promessa de “Seremos velinhas, estaremos em cadeiras de balanço vendo nossos netos brincando na nossa frente”. Mas não, como sempre você tem que mudar, como sempre, e agora é só olhar pra você que aquelas drogas que chamam de lágrimas tem vontade, mais uma vez, de querer se mostrar. O mundo não gira ao seu redor sequer ao meu, essa sua falsidade agora é algo novo e a nossa amizade… Bem, acho que não existe mais não é? Eu queria terminar esse texto apenas dizendo algo como “Eu quero mais é que você se foda” o que por parte minha raiva tem vontade de dizer, mas apenas quero deixar claro que mesmo depois de tudo se vier falar comigo novamente irei novamente tentar fazer com que fiquemos bem, afinal, é pra isso que amigas servem não é? Mas apesar de eu ser bem educada apenas vou dizer, quero que as coisas ao seu redor queimem até a morte ou extinção total.

Não chega mais a ser tão doloroso assim, agora é tudo tão normal… Você em certo momento vem, faz com que eu sorria e logo vai embora fazendo com que eu jogue milhares de pragas no mundo. Mas mesmo assim, mesmo você achando que me machuca, mesmo você achando que está fazendo diferença pra mim, eu não ligo mais… Tu não me causas mais dor, as palavras não são mais como navalhas e esse seu sorriso tão falso com as pessoas apenas me faz rir. Na verdade, eu penso nessa distância como algo bem engraçado, você vai embora, eu continuo aqui e tu que reclama de saudades minhas. És tão engraçado com essas suas brincadeiras de vir, me iludir e ir embora… Mas esse seu pequeno show não me impressiona mais. Deixou de ser um espetáculo da Disney para ser como um artista de rua.

Do que eu posso te chamar? Amor? Garoto qualquer? O que nós temos? Afeto? Carinho? Paixão? E… Sabemos se isso é mesmo verdadeiro? São tantas perguntas não é? Por minha parte não são apenas essas são outras milhares mas acho que o tempo que temos não é o suficiente para isso. Não somos mais os mesmos, depois daquele fim tão repentino, daquela distância tão duradoura voltamos com o mesmo sentimento, mas podemos garantir que ele tem a mesma força de antes? Para dizer a verdade… Ainda somos os mesmos? Pior ainda… Vamos aguentar tanto tempo assim? Não digo que aguentaremos milênios ou séculos, mas talvez meses? Anos? E o nosso amor… Pode ser como antes ou vai ser maior do que o esperado. Somos tão diferentes mas tão iguais ao mesmo tempo, por que, afinal não podemos simplesmente esquecer de tudo pelo o que passamos e… Sei lá… Viver? Ou quem sabe conviver? Sim, é meio estranho depois de um tempo simplesmente tentármos voltar ao o que éramos antes… Sabe, aquele amor e afeto que tinhámos, quando passávamos tardes juntos apenas rindo e conversando porque simplesmente não ligávamos para o tempo, tinhámos apenas o amor e era apenas àquilo que importava… Mas e agora? O que nós temos? Talvez o pequeno desejo de nos manter juntos porque não somos os mesmos quando estamos distantes, ou talvez o pequeno medo de nos encontrarmos sozinhos. Essa coisa de amor é tão engraçada… Nos deixa confusos e inexplicáveis ao mesmo.

Eu não acho que deva fazer um baile enorme, eu não acho que eu deva ter um corpo bonito e ser “gostosa”, não acho que devo substituir meu All Star por um salto alto, não acho que eu deva usar vestido quando um short e uma camisa de banda já estão ótimos, não acho que eu não posso dizer palavrão ou ficar com o cabelo bagunçado. Eu quero viver da minha maneira, passar o dia em frente ao computador, ferrando a coluna ou não eu vou estar feliz e sendo sedentária ou não eu ainda vou estar vivendo. Para tudo e todos é totalmente contraditório eu falar algum palavrão ou dizer “mano” ou “véi na boa”, só o corpo violão e o cabelo liso são bonitos… O que fazer diante a tudo isso? Simplesmente ligar o foda-se e o computador, ouvir meu ótimo rock pesado enquanto espero o download de algum anime ser feito. Minha vida, meu clube.

Do que eu posso chamar isso? Tortura? Desgosto? É ruim ter de guardar seus sentimentos por falta de ouvintes, é péssimo não ter ninguém ao seu lado quando se mais precisa. As lágrimas são teimosas, querem de qualquer maneira se manter em meu rosto enquanto eu sorrio para poder esconder o medo, a solidão… Sentir dor emocionalmente está se tornando tão normal, ter de chorar escondida, as lágrimas caindo no tecido do travesseiro enquanto os soluços são abafados com a coberta. Não é solidão por não haver abraços ou beijos, a solidão é por se sentir sem chão, sem uma base para continuar mantendo o sorriso tão bobo no rosto, nunca pude pensar que fosse tão difícil sorrir verdadeiramente.

As vezes eu acho que talvez devesse fazer algum tipo de tratamento para parar de ser trouxa. Me deixo levar por amizades, afetos e conversas bobas e no final termino desse jeito… A caixa de entrada cheia de indiretas enquanto não posso pronunciar nada porque ainda não consigo ser falsa o suficiente para poder fazer algo e encher a caixa de indireta das pessoas. Acho totalmente ridículo essas coisa que as pessoas tem de ficar sempre com essas brigas idiotas e sem motivos e colocar “amigos” no meio… No final quem vai se ferrar? O amigo que colocaram no meio é claro! Já não basta achar que tudo é pra sempre, também tem que ficar fudendo a vida alheia? Eu posso dizer que é uma puta falta de sacanagem mas eu vou deixar todo esse assunto ridículo de lado enquanto rio da cara dos trouxas que acham que me atingem com coisas tão banais quanto indiretas mal feitas.

Geralmente eu não estou tão bem quanto pareço. Estou apenas existindo. Se há felicidade ela é passageira, os sorrisos não passam de um simples disfarce. Parece que nada é a mesma coisa, perdi tantas pessoas, tantos sentimentos, agora tenho um coração de pedra, emoção não consegue passar por meu rosto. Só vou de um lugar ao outro, andando sem vontade, apenas seguindo ordens, jogando comida guela abaixo para não morrer e bebendo algo para não deixar a garganta seca. As lágrimas caem sem perceber, o sorriso desaparece, os lábios ficam secos e racham enquanto as roupas mais parecem a caráter de um enterro. As músicas tocam para não permanecer o silêncio, enquanto a voz parece não existir. O sofrimento se tornou algo diário, como se chegasse do nada e dissesse com o maior sorriso do mundo “Bom dia, vim te fazer lembrar tudo e sofrer novamente”. Ninguém parece ligar, todos estão tão ocupados com sua vida, com sua felicidade e com seus amores que o ser que se sobrecarrega com tanta coisa ruim acaba desabando por dentro. O coração a cada segundo parece bater mais forte, suplicando para poder continuar a bater enquanto a lâmina corta o pulso e o sangue escorre pelo chão do banheiro. As páginas são atualizadas, os textos são escritos sem emoção, sem vontade, com apenas dedos teclando qualquer coisa que preste ou que tente ao menos explicar o que está sendo sentido, como uma simples pergunta, como um simples twitter que lhe pergunta “O que está acontecendo agora?” Eu realmente não sei o que acontece. Não sei se fico feliz, se fico angustiada ou se deixo o sofrimento fazer o seu trabalho diário. Isso que chamo de vida mais parece apenas existência. Sem nada para fazer, apenas letras, imagens e pessoas passando diante de meus olhos como se a vida fosse fácil. Apesar de serem tantas pessoas, tanto sofrimento, tantas palavras sem sentido em um texto que não tem prefixo eu ainda olho seu nome na tela e estremeço. Ah, corpo, cérebro, coração, sofrimento… O que eu estou sentindo? O que sou? Qual é a razão da minha existência, afinal?